sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010


Outro dia um amigo chegou e contou que perdera o sono porque ficou pensando que se ele morresse, talvez, demorassem a encontrar o corpo -- ele estava sozinho na casa dele. Eu disse "relaxa, a gente tem prova de Francês depois de amanhã, então, a gente ia sentir falta de você" -- em último caso, já que se ele faltasse num dia normal, a gente já sentiria falta e procuraria saber...

Mas, fico me perguntando se é necessário morrer pra ter essa impressão, que as pessoas não lembram da gente.

Hoje alguém que fora muito especial pra mim alcançou um sonho importante...

Outra pessoa que também foi imporante pra mim voltou pra minha cidade e ainda não me procurou...

Será que fui esquecida?

Não consigo deixar de pensar num trecho de uma música: "será que você ainda pensa em mim?"

É difícil perceber que você pode ter morrido pra algumas pessoas. Talvez a morte social possa ser pior do que a morte em si... Não sei... Essas coisas me passaram pela minha cabeça agora.

p.s.: odeio esses meus post dor de cotovelo... =/

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009


Reveillon, palavra originária do Francês "réveiller", ou seja, em Português "despertar". Fiquei pensando nesse significado...  -- Já volto nisso.

Uma das coisas que achei mais interessante aprender neste ano foi a forma original do brinde (que fazemos tanto nessa época do ano): era realizado com a mão esquerda e desejava-se "à vossa saúde". Mas, por que com a mão esquerda? Porque a mão direita estava na arma de cada cavalheiro... Os olhos nos olhos no momento do brinde significava que cada um olhava atentamente o que aconteceria com o outro. O brinde era forte, para que os líquidos se misturassem... Assim, se houvesse envenenamento... todos pegariam uma porção.

No mínimo, "à vossa saúde" é irônico, né? Todavia, depois passamos a nos comportar assim, no piloto automático... 

Daí a brilhante conclusão: será que desejamos um "Feliz Ano Novo" mesmo? O que seria um "feliz ano novo"? Porque sempre reclamamos do ano que chega ao fim... mesmo que no ano anterior tenham nos desejado "feliz ano novo"... 

E então eu sempre lembro do poema do Drummond: 

"Para ganhar um Ano Novo 
que mereça este nome, 
você, meu caro, tem de merecê-lo, 
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, 
mas tente, experimente, consciente. 
É dentro de você que o Ano Novo 
cochila e espera desde sempre"

Finalmente, voltando ao "réveiller"... acredito que tenhamos que despertar pro "nosso ano novo". Aquelas mudanças que sabemos que temos que nos condicionar... Se as pessoas dependem do final do ano pra isso, ok... Mas, não é necessário ser diferente depois do dia 31 de dezembro e nem começar dietas somente na segunda-feira (que é o segundo dia da semana, rs!).

Acho que não vou desejar mais "Feliz Ano Novo" pra niguém... É assim simples: problemas, todos teremos... e isso nos faz crescer, né? Desejarei um bom "Reveillon, que pra mim está longe de ser apenas o nome da festa... É o despertar... em qualquer momento do ano que se inicia, que será bem vindo em qualquer momento da vida de qualquer um.

domingo, 8 de novembro de 2009


Como diria o provérbio: "Em boca fechada não entra mosca"...

Às vezes, até pra uma pessoa como eu, é salutar não se expressar demais: nada mais de "eu te amo's", nada mais de "você é importante pra mim" ou de "o que eu sinto por você é".

Como diria o Cartola: "Acontece que o meu coração ficou frio..." 

E essas coisas, simplesmente, acontecem!

terça-feira, 3 de novembro de 2009


Deveria ser decreto mundial de Direitos Humanos:

declaro pra devidos fins que todos os seres humanos do mundo têm direito à preguiça!

sábado, 31 de outubro de 2009


Esquece o nosso amor, vê se esquece.
Porque tudo no mundo acontece
E acontece que eu já não sei mais amar.
Vai chorar, vai sofrer, e você não merece,
Mas isso acontece.
Acontece que o meu coração ficou frio
E o nosso ninho de amor está vazio.
Se eu ainda pudesse fingir que te amo,
Ah, se eu pudesse
Mas não quero, não devo fazê-lo,
Isso não acontece.

-Acontece, Cartola-

domingo, 4 de outubro de 2009



Se me perguntarem do que sinto mais falta, não é dos beijos, das carícias, ou de qualquer outra coisa que seja tipicamente de casal.

Sinto falta de você me abraçar quase que inconscientemente, da sinceridade do ato de alguém que mais dorme do que é acordado, da sensação confortável, da felicidade me invadindo e do pensamento "não quero deixar de sentir isso nunca"...

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"Exactly where do you get off
Is enough is enough is enough
I love you but enough is enough, enough
A last stop
There's no real reason"

sábado, 3 de outubro de 2009


Acredito que seja essa a vontade que temos, em vários momentos da nossa vida...
Há quem diga que a vida não é complicada, que nós a complicamos! Pode ser, pode ser...
Mas, o que atormenta, às vezes, é essa dúvida, essa sensação de "não-sei-que", que vem "não-sei-se-onde" e, infelizmente, não é amor camoniano!
Algumas decepções... às vezes, tenho a impressão, que o mundo à minha volta surtou!
Amigos, casos, tudo... reações não esperadas. Mágoa. Raiva. Agora a sensação que são mais simples acontecimentos da vida. Passa. E, simplesmente, algumas coisas e pessoas não importam mais...
C'est la vie... c'est la vie!!!